Do Mar a Floresta - O Campus Cruzeiro do Sul inscreveu a Marujada, na categoria Dança Folclórica, tendo como parceiro o grupo: “Marujos do Brigue Esperança”. Com 20 componentes sob a coordenação da Professora Edilene Correia, coreografia de José Soares e regência de Raimundo Souza. Criada na Europa do século XVIII, a Marujada é uma manifestação cultural que se espalhou por diversas partes do mundo. A Marujada expressa a vida dos marinheiros, que passavam a maior parte de suas vidas no mar, com saudades de suas famílias, de suas casas e de seus amores. Esses sentimentos se transformaram em músicas e danças, e toda vez que atracavam em terra firme, realizavam grandes festas pelas ruas das cidades. Desde a década de 40, o povo de Cruzeiro do Sul, sob o comando do Seu Osvaldo Galego, integrou a Marujada no carnaval. O cordão dos manjos do Brigue Esperança entravam nas casas para mostrarem suas músicas e danças animadas. Em troca, eram ofertadas comidas, bebidas e gorjetas para os brincantes.
Patrimônio Imaterial do Brasil - Reforçando a Capoeira como Patrimônio Imaterial Cultural do Brasil, a coordenação de Extensão do IFAC – campus Rio Branco inscreveu no I Festival uma oficina de Iniciação a Capoeira, com a proposta de possibilitar um diálogo pedagógico de iniciação aos movimentos básicos da ginga, ataques e defesas, nos contextos da dança, luta, jogo e ginástica. O grupo de jovens instrutores será liderado pelo mestre capoerista Cledir Amaral, professor de Educação Física do IFAC.
Musical - Alunos do Curso de Extensão de Teatro – Campus Rio Branco firmou parceria com a Cia de Teatro Mosaico, de Mato Grosso, para apresentar o espetáculo musical “O Auto da Estrela Guia”, uma peça atemporal que se passa numa Jerusalém imaginária, com a encenação de um presépio sagrado e profano, cujos os personagens clássicos da história cristã tomam configurações contemporâneas e regionalíssimas. Os três reis magos Melchior, Balthazar e Gaspar depois de dar o calote em Herodes para contar-lhe sobre o nascimento do menino Jesus, levam de presente para o bebê, três preciosidades da culinária brasileira, Feijoada, Tacacá e arroz com pequi. Os figurinos e adereços fazem referência aos folguedos brasileiros: pastoril, dança do Congo e siriri. A direção é do professor de Artes do IFAC, Sandro Lucose.
Princesinha do Acre - O grupo de Teatro Chapurys, do campus avançado de Xapuri, fez parceria com o Grupo Teatral Poronga, para remontar a história da conhecida “Princesinha do Acre” (foto), ou seja, o município de Xapuri, como se deu sua formação histórica , os principais episódios sociais e políticos ocorridos em suas ruas largas, casarões e seringais. A coordenação é da professora Irineide França e a direção artística do aluno Getúlio Albuquerque.
Chico Mendes - A peça “Empate, vida e morte de Chico Mendes” conta a luta dos seringueiros nos empates liderados por Chico Mendes no município de Xapuri, cidade onde nasceu, viveu e morreu. Chico Mendes foi considerado o líder maior dos seringueiros e ficou internacionalmente famoso por sua luta contra a devastação da Floresta Amazônica. O grupo de alunos de Xapuri tem a coordenação da professora Irineide França e direção artística do aluno Laudo Natel.

O nascimento do IFAC - Também de Xapuri o pedagogo Wemerson Fittipaldi está inscrito na categoria Fotografia do Festival. A mostra fotográfica “IFAC: o nascimento de um Instituto Federal no extremo Oeste do Brasil” traz imagens que relatam parte do cotidiano desta unidade nestes seus primeiros 90 dias de vida: da posse dos primeiros servidores docentes e técnicos numa solenidade marcada pela Identidade Acreana, que teve como principal atração crianças do projeto Oficina da Floresta; sua primeira aula magna em que a aluna Maria de Nazaré emocionou declamando um poema de sua autoria sobre a Floresta Amazônica e a um momento de afinação no I Fórum de Gestores Educacionais do IFAC, numa brincadeira de palavras de ideias e aldeias. Em Preto e Branco a mostra também traz cenas de alunos dos cursos de Agroecologia e Meio Ambiente.
Palavras e pinturas - A Floresta Amazônica é ainda o foco de inspiração de outras três inscrições no I Festival de Arte e Cultura da Rede. Em artes visuais está inscrito o aluno Ademar de Almeida Lima, do campus avançado de Xapuri, com esculturas de madeira e nos painéis integrados (obras a serem produzidas na hora estão inscritos os alunos Roberto de Almeida (Xapuri), Jordanes da Silva (Sena Madureira) e a jornalista Ana Cristina Santos (Reitoria). O grupo propõe montar o Painel Integrador: “A mata é uma escola” sob o prisma da Identidade/Cidadania. E ainda sobre o tema, está inscrita na modalidade literatura/poesia a aluna Maria de Nazaré do campus avançado de Xapuri. Sua produção em versos aborda “O Ciclo da Borracha”. Ana Cristina Moreira dos Santos
Fonte: Cultura Digital